quinta-feira, 31 de maio de 2012

fundamentalismo (trabalho dos meus alunos)


TRABALHO SOBRE
Fundamentalismo
 




Significado: Tendência conservadora de certos meios protestantes que só admitem uma interpretação literal das Escrituras e se opõem ao movimento ecumênico.
Descrever o Fundamentalismo é como uma formiga tentando descrever um elefante:
A descrição de uma pessoa depende, em certo grau, da sua perspectiva.     
Fundamentalismo Bíblico:
No fundamentalismo bíblico, o fundamento é o conjunto de crenças que está registrado na Bíblia, a Palavra de Deus. O próprio Senhor Jesus Cristo é chamado de A Rocha (grego "petra", Mat. 16:18, Ef. 2:20, Rom 9:33), O Fundamento ( Cor. 3:11), A Palavra (João 1:1, Apoc 19:13). A importância do fundamento correto pode ser verificada também nos seguintes versículos: Sal 11:3, Prov 10:25, 1Tim 6:19, 2Tim 2:19, Heb 6:1, Heb 11:1 e muitos outros. Até aqui já sabemos que todo o crente genuíno é OBRIGATORIAMENTE um fundamentalista no sentido bíblico.
Fundamentalismo Histórico:
         O fundamentalismo como movimento recente, surgiu em várias fases, iniciando no século 19 e se estruturando no início do século 20, como uma reação à avalanche de heresias que invadiram as igrejas cristãs. Satanás estava furioso com o retumbante movimento missionário que varria o globo pela instrumentalidade dos crentes ingleses e norte-americanos, levando a Palavra de Deus, na traduçãoKKinggJames,aaossconfinssdaaterra.

        Por falar em Bíblia, “... os fundamentalistas do passado e presente sempre amaram e amam a Bíblia King James." Ela tem sido a Bíblia do Fundamentalismo Americano e continuará a ser. (The Fight for Fundamentalism, Dollar, pg. 178).
Declaração de fé simplificada do movimento FUNDAMENTALISTA:
PREMILENISMO
         O pré-milenismo, ou pré-milenialismo, é a visão de que a segunda vinda de Cristo ocorrerá antes do Seu Reino Milenar e que esse reino será um período literal de 1000 anos. Para que possamos compreender e interpretar as passagens nas Escrituras que lidam com os eventos do fim dos tempos, há duas coisas que precisamos claramente entender: um método apropriado de interpretar as Escrituras e a distinção entre Israel (os judeus) e a Igreja (o corpo de todos os crentes emmJesuscCristo).

HISTORICIDADE DOS MILAGRES
Por que Jesus fazia milagres?          A mensagem de Jesus e o seu estilo pessoal nos deixou uma grande interrogação: Quem é Jesus? Ninguém falou como Ele; deixou em cacos a piedade dos fariseus; apresentou de Deus uma concepção que, encaixando com o que de mais puro havia no pensamento hebreu, ultrapassou-o por completo. Sua palavra é sublime, única, transcendente. Mas, que garantias Ele dá? O que fez Jesus que o autorizasse a falar assim? Se abrirmos o Evangelho, veremos que as palavras de Jesus estão unidas intimamente a obras excepcionais que lhes dão crédito e as fazem eficazes. São os milagres. Seus milagres são sinais inequívocos da chegada do Reino que Ele prega.
          Os milagres são a garantia e a confirmação da sua palavra e pregação, pois pregação e obras estão intimamente unidas. Além do mais, os milagres são sinais inequívocos da chegada do Reino e manifestam o domínio que Ele tem sobre todos os seres da criação: sobre os espíritos, os homens e os seres irracionais. Antes de realizar o milagre, Cristo pede fé e humildade. Com os milagres Jesus procura a conversão e a volta para Deus.

Características dos milagres de Jesus

          Não se pode separar a mensagem de Jesus dos sinais ou milagres, pois eles confirmam a mensagem.
         Jesus realiza sempre os seus milagres no contexto do Reino, mirando a conversão. É por isso que Ele repreende as cidades de Cafarnaum, de Corozaim e de Betsaida, porque, mesmo tendo presenciado os milagres, não se arrependeram (cf Mt 11, 20-24).
         Jesus realiza os milagres como sinais de que o Reino chegou. Fora deste contexto Ele não faz milagre algum. Quando lhe pedem um número de circo, como no caso de Herodes ou na sua própria cidade, Ele se nega absoluto (cf. Mc 6,5; Lc 23,9).
          Jesus realiza os milagres em seu próprio nome. Não os faz em nome de Javé, como os profetas do Antigo Testamento. Suas palavras são: "Eu te digo, eu te ordeno".
          Jesus os faz com total simplicidade e movido por amor. Nada de formas mágicas, nem intervenções cirúrgicas; nada de processos hipnóticos ou sugestão. Realiza os milagres comovido interiormente e sempre num contexto religioso. A máxima discrição envolve a sua atividade taumatúrgica. Ele nunca busca a si mesmo, nunca realiza um milagre para deslumbrar. A quem cura, recomenda silêncio. Quando o povo o exalta, Jesus se retira (cf. Jo 6,15; Mc 5, 39; Jo 11,6).
          Nunca realizou prodígios punitivos para deslumbrar ou explorar o medo do povo supersticioso, como vemos nos apócrifos.
          Os milagres realizados no sábado trazem o sinal característico da sua atitude anti-rabínica (cf. Mt 12, 9-14; Mc. 1, 1-28; 3, 1-6; Lc. 4, 31-34; 6, 6-11).
          Os milagres de Cristo têm ainda uma dimensão apologética, ou seja, Ele os realiza como sinais de que o Pai o enviou. Nicodemos assim o reconhece (cf. Jo 3,2), como o cego de nascimento (cf. Jo 9,33). Suas obras provam, portanto, a sua origem divina (cf. Jo 5, 36).
SEPARAÇÃO: DOS APÓSTATAS, E DOS ECUMÊNICOS.
           A posição de certa denominação contra alianças ecumênicas para evitar se unir com os apóstatas.
          Separação bíblica não exige que os Cristãos não tenham nenhum tipo de contato com os incrédulos. Como Jesus, devemos nos aproximar dos pecadores sem participar de seu pecado (Lucas 7:34). Paulo expressa sua posição equilibrada sobre separatismo: “Já em carta vos escrevi que não vos associásseis com os impuros”, mas não completamente... “pois, neste caso, teríeis de sair do mundo” (1 Coríntios 5:9-10). Em outras palavras, estamos nesse mundo, masnnãoppertencemosaaeele.
          O livro de John Bunyam chamado de “O peregrino” providencia um exemplo maravilhoso dessa separação bíblica: Cristão e Fiel viajam pela Cidade da Vaidade, onde uma Feira da Vaidade acontecia, porque “o caminho para a Cidade Celestial fica logo após dessa Cidade....aquele que vai para a Cidade Celestial, e mesmo assim não passa pela Cidade da Vaidade precisa sair do mundo.” Na Feira, os homens de Vaidade ficam maravilhados com a fala, as roupas e os valores do peregrino. O fato de que eles eram “estrangeiros e peregrinos” (Hebreus 11:13) lhes separavam do povo carnal.
Declaração resumida sobre o fundamentalismo
        "Entre 1875 e 1914, o fundamentalismo, que nada mais é do que a crença na Bíblia e a pregação do cristianismo autêntico cresceu em várias localidades espalhadas como ensinos e pregações ortodoxas, ao invés de um movimento organizado. Institutos Bíblicos como o fundado em Chicago em 1886 por Dwight L. Moody, floresciam restabelecendo ensinos ortodoxos que haviam sido obscurecidos por escolas apóstatas como Harvard, Yale e Princeton contaminadas pelos herejes racionalistas alemães. Na medida em que os Estados Unidos entravam no novo século, um crescente número de pessoas corriam para aceitar Jesus Cristo nas conferências fundamentalistas, onde aprendiam o que a Bíblia diz sobre o final dos tempos e sobre a segunda vinda de Cristo. O movimento fundamentalista tem sua ligação indissolúvel com o dispensacionalismo, odiado pelos liberais que alegorizam a Bíblia. Os líderes fundamentalistas se baseavam não só nas conferências de reavivamento, onde milhares se convertiam, mas também na palavra impressa, publicando Bíblias (King James é claro), folhetos e periódicos em número cada vez maior. O mais notável projeto foi o famoso "The Fundamentals" (Os Fundamentos), lançado em Los Angeles por dois empresários crentes chamados Lyman e Milton Stewart. Esse empreendimento consistiu em 12 volumes publicados entre 1910 e 1915 e continham 90 artigos sobre Bíblia e assuntos correlatos. Cerca de 3 milhões de cópias foram impressas e estão disponíveis até hoje como uma excelente referência sobre defesa da fé cristã. Somente depois de 1919 foi que o fundamentalismo se tornou mais organizado. Naquele ano, 6 mil pessoas assitiram à primeira Conferência Mundial dos Fundamentos Cristãos (World's Christian Fundamentals Association Conference) em Philadelphia."

Resumo

Em todas as religiões há fundamentalistas e liberais. Vamos esclarecer isso mais uma vez por meio deste resumo:
 “Os cinco fundamentos” eram geralmente entendidos como crer em:
A Inerrância e a Infalibilidade da Bíblia
       “Inerrância” e “infalibilidade” são termos teológicos usados por muitos cristãos para definir a singularidade da Bíblia. Os cristãos acreditam que Deus comunicou as Boas Novas de salvação não só “em pessoa”, através de Jesus Cristo, mas também “por escrito”, através da Bíblia. Por conseguinte, os cristãos sempre consideram a Bíblia uma obra incomparável e qualitativamente diferente em relação aos outros livros.

SignificadoodosTTermos
      
“Infalibilidade” pode ser chamada de conseqüência subjetiva da inspiração divina, isto é, define a Escritura como confiável e fidedigna para aquele que se voltam para ela em busca da verdade de Deus. Como fonte da verdade, a Bíblia é “indefectível” (ou seja, não pode falhar ou insurgir-se contra o padrão da verdade). Conseqüentemente, nunca falhará ou decepcionará qualquer um que confie nela.
A preservação da Bíblia
        As pessoas às vezes cogitam se a Bíblia, como a temos recebido, é um registro acurado da vontade de Deus.
        A Bíblia afirma ser uma mensagem que conta como Deus quer que vivamos. Muitas pessoas apelam para a Bíblia como o padrão do certo e do errado na moral e na religião. Mas podemos estar seguros de ter Bíblias que registram com exatidão a palavra de Deus?
         Muitos críticos afirmam que "centenas de erros" têm penetrado nas Escrituras durante anos passados. Como resultado, alguns dizem que não precisam obedecer a Bíblia de modo algum. Outros dizem que precisamos de nova revelação, para que possamos conhecer a vontade de Deus nos dias de hoje.
          Neste estudo consideraremos a preservação da Bíblia para ver se ela nos tem sido transmitida exatamente através dos séculos.
          Foram perdidas partes? Partes inspiradas foram acrescentadas? O significado foi mudado pela tradução?
          Nota: Para começar, não está no escopo deste estudo considerar a evidência de que a Bíblia foi inspirada por Deus. Esta questão pode ser respondida por aqueles que sinceramente cogitam, mas temos que apontar outros estudos que tratam desse tópico a tais pessoas. Neste estudo aceitaremos que a Bíblia foi originalmente revelada por Deus e consideraremos somente a questão se ela veio de modo acurado no tempo desde que ele a deu.
Parte 1: O plano e o propósito de Deus requerem que ele preserve as Escrituras
Parte 2: O Velho Testamento demonstra como Deus tem preservado sua palavra
Parte    3: O cumprimento da promessa de Deus para preservar sua palavra.
A Suficiência da Bíblia
          Considere 1 Coríntios 10:13-14: “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar. Portanto, meus amados, fugi da idolatria.” Note que este trecho contém uma promessa e uma condição. A promessa é que não seremos tentados além das nossas forças para resistir. A exigência é que fujamos da idolatria. Se nos entregarmos ao pecado, não há remédio.
          A idolatria é a colocação de qualquer coisa entre Deus e nós. Pode ser algum objeto material, como acontece quando pessoas usam estátuas ou imagens para tentar visualizar Deus. Tais objetos acabam assumindo um significado místico, e fazem exatamente o oposto do seu propósito original.
          Semelhantemente, existem objetos e desejos que freqüentemente não reconhecemos como ídolos. Cada um deles se torna mais importante do que o próprio Deus. Sacrificamos a vontade de Deus em nossas vidas para obter essas outras coisas. É uma forma de idolatria igual ao erro de se ajoelhar diante de um bezerro de ouro.
          Qual a solução? A palavra de Deus nos dá as respostas em muitas passagens. Por exemplo, Gálatas 5:19-23 mostra que a resposta é de substituir os ídolos em nossas vidas com o fruto do Espírito de Deus. Para isso, temos de cultivar um amor para com Deus que reconhece a necessidade de nos alimentar diariamente da verdade de Deus. “Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos” (1 João 5:3). Esses mandamentos, que vieram pela revelação do Espírito Santo, devem guiar todos os aspectos das nossas vidas.


2) A plena e incessante divindade de Cristo;
     Cristo correspondia aos atributos divino:
Pai da eternidade: Desde a eternidade, desde o princípio, Ele sempre era Jesus já tinha glória com Deus antes de o mundo ser criado (João 17:5)
Onipresença: Onde dois ou três estiverem, Ele estará lá, Ele está conosco sempre, Ele está em cada crente, Ele enche tudo.
Onisciência: Ele conhece o pensamento das pessoas, Ele sabia como morreria somente Deus pode saber de si próprio, Ele sabia quem haveria de traí-lo, Ele sabia do futuro, Ele conhecia todos os homens.
Onipotência e Soberania: Ele é o Todo-Poderoso, Ele faz o que quer que o Pai faça, Ele sustém todas as coisas, toda autoridade, inclusive sobre toda a humanidade, é dado a Ele, Ele é a cabeça de todo poder e autoridade, Ele tem o poder de sujeitar todas as coisas a Si próprio, Ele é o governante dos reis da terra, Ele tem poder sobre a natureza, Ele é o Senhor de todos.
Imutabilidade: Ele é sempre e para sempre o mesmo, suas palavras nunca, Santo, Ele não conheceu o pecado, Ele não tem pecado, Ele é santo, inocente, imaculado e separado dos pecadores, Ele é sem defeito e sem manchas, Ele não cometeu nenhum pecado.
Verdadeiro: Ele é cheio de graça e verdade, a verdade está em Jesus, Ele é a verdade, Ele é fiel e verdadeiro.
Se a maioria dos atributos da divindade são atribuídos a Cristo, a única conclusão lógica é que Cristo é Deus.

3) A miraculosa concepção do Seu corpo, humano, sem intervenção de elemento de nenhum homem, e Seu nascimento de Maria, ainda virgem; (NASCIMENTO VIRGINAL)
O nascimento virginal de Jesus é um dogma do cristianismo que sustenta que Maria concebeu Jesus milagrosamente, se mantendo virgem, ou seja, sem relação sexual. Esta doutrina foi universalmente adotada na Igreja cristã já no século II, e aceito pela Igreja Anglicana, a Igreja do Leste, a Igreja Ortodoxa, Igrejas Protestantes e a Igreja Católica Romana.
O dogma é incluído nos dois credos mais amplamente usados. Um afirma que Jesus "foi a encarnação do Espírito Santo e da Virgem Maria" (o Credo de Niceia, que é sua forma familiar[) e outro que Ele "nasceu da Virgem Maria" (Credo dos Apóstolos). Estes dois credos não tinham sido seriamente postos em causa, exceto por alguns setores minoritários, até à teologia do Iluminismo, no século XVIII.
O Evangelho de Mateus (Mt 1:18) e o Evangelho de Lucas  dizem que Maria era virgem e que Jesus foi concebido pelo Espírito Santo. Esses evangelhos, a tradição recente e a doutrina atual apresentam a concepção de Jesus como um milagre sem envolvimento de pai natural, sem intercurso sexual e sem fertilização genética, mas em vez disso trazida à cena pelo Espírito Santo.
Na Igreja Católica e na Igreja Ortodoxa, o termo "nascimento virginal" não significa apenas que Maria era virgem quando concebeu e deu à luz, mas também que ela teria permanecido virgem por toda a vida, uma crença atestada desde o século II d.C.
A doutrina geral cristã do nascimento virginal de Jesus não deve ser confundido com a doutrina católica romana da Imaculada Conceição, que trata da conceição imaculada da própria Maria por Santa Ana. A concepção de Maria teria ocorrido da forma tradicional, sem milagre, e o que a doutrina católica prega é que ele veio ao mundo sem a "mancha".


4) Sua morte expiatória e vicária (em nossa substituição, tomando sobre si a nossa justa condenação, comprando segura salvação para os eleitos, através do derramamento do seu precioso sangue sem pecado, único do mundo).
           “Os passos dos evangelhos e das cartas que falam da morte vicária de Jesus e de sua obra expiatória são incontestavelmente anteriores a todo trabalho de explicação teológica e constituem o critério a respeito do qual podemos e devemos examinar em sua conformidade as ex-pressões da Escritura sobre a morte de Jesus”.
          “Os discípulos de Jesus não poderiam estar preparados para esta morte a partir das tradições religiosas nas quais viviam, pois um messias sofredor ou até um que morresse para a salvação do mundo não estava previsto no Antigo Testamento nem na expectativa judaica contemporâ-nea. Certamente havia a expectativa para um messias, mas este era um messias político e na-cionalista, que libertaria Israel do jugo da dominação estrangeira”
5) Sua ressurreição literal em corpo glorioso, e Sua ascensão ao céu.
             A palavra de Jesus de Nazaré, a respeito de sua ressurreição é inequívoca, clara e objetiva. O que passa disso é heresia. Mas, depois que eu houver ressuscitado, irei adiante de voz para a galiléia. Mc 14.28
             Derribai este templo (o seu corpo), e em três dias o levantarei (Mt 27.63; Jô 2.19).
Vejamos o que disse Jesus a respeito da realidade de sua ressurreição corporal: E falando ele dessas coisas. O mesmo Jesus se apresentou no meio deles e disse-lhes: Paz seja convosco. E eles, espantados e atemorizados, pensavam que viam algum espírito, e Jesus lhes disse: vede as minhas mãos e os meus pés que sou eu mesmo, tocai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem osso, como vedes que eu tenho. E, dizendo isso mostrou-lhes as mãos e os pés, e, não o crendo eles ainda por causa da alegria e estando maravilhados, disse-lhes: tendes aqui alguma coisa que comer? Então, eles apresentaram-lhe parte de um peixe assado e um favo de mel, o que ele tomou e comeu diante deles. (Lc 24.36-37, 39, 40, 41, 42).
Se em sua primeira vinda, Jesus veio para ser humilhado, levar todos os nossos pecados sobre si, e morrer por nós, em sua segunda vinda, Jesus virá como Rei dos Reis e Senhor dos senhores. Ap 19.16
Portanto, Jesus virá em poder e glória. Tanto será esta glória e tanto será este poder que Felipenses 2.9-11 relata.
E quando o filho do homem vier em sua glória (sua majestade e esplendor), e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará (seu povo) um dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas”. Mt 25 31-32
       Sua iminente segunda vinda corporal, para arrebatar os eleitos, e, depois, governar o mundo gloriosamente.

Fundamentalismo:


A Arqueologia e a Ciência têm demonstrado os fatos narrados na bíblia como verídicos, porém o fundamentalista não depende delas. A Bíblia é a Palavra de Deus apesar da “falsamente chamada ciência” (refiro-me aqui a teoria da evolução, que é ensinada não como teoria, mas como ciência).

Motivos de rejeição do Fundamentalismo Cristão

O fundamentalismo cristão tem sido estigmatizado por duas razões; 1) alguns cristãos fundamentalistas são fanáticos e afastam-se de outros cristãos de uma forma insensata e anti-bíblica; e 2) por causa do exemplo do fundamentalismo muçulmano, que apregoa que todos precisam adotar as mesmas roupas e costumes que Maomé adotou no século VII. Consagrados que são ao alvo islâmico de conquistar o mundo pela força, esses muçulmanos fundamentalistas são responsáveis por muitos dos atuais atos de terrorismo. Fundamentalismo é não negociar o inegociável, lembrando que a eternidade nos espera em breve, jamais devemos trocar o eterno “muito bom, servo bom” de Deus pela aprovação dos homens nesta vida tão curta.
O desenvolvimento do Evangelicalismo
Suas Raízes
          Para descobrirmos as raízes do Evangelicalismo temos que voltar a Reforma na busca de antecedentes de 1517 a 1865.  Até 1865, os protestantes na Europa e na América do Norte se apegavam as idéias básicas dos credos da Reforma. O evangelicalismo emergiu na Inglaterra puritana do século XVII e foi fortalecido pelo grande avivamento e pelo segundo avivamento na Inglaterra e na América do Norte. A Bíblia foi considerada completamente inspirada e a infalível regra de fé e prática. Foram ensinados a divindade de Cristo, seu nascimento virginal e a segunda vinda de Cristo. As igrejas criam nessas idéias básicas, mesmo que divergissem acerca da organização eclesiástica, do batismo, da ceia, do papel do Espírito Santo ou da relação entre a Igreja e o Estado.
          Quando surge o liberalismo em meados do séc XIX
          O surgimento do liberalismo ficou marcado no período entre 1865 e 1880 nos seminários e universidades alemães e britânicos. Espalhou-se para América do Norte por meio dos alunos que estudavam na Alemanha e nas Ilhas britânicas. A origem das espécies de Darwin colocou de lado a criação especial, com sua fixação de espécies ou famílias, a favor da evolução como o modo da criação.  Novas espécies, disse ele, desenvolveram-se pela seleção natural ou pela sobrevivência dos mais aptos. Na obra “A descendência do Homem” (1871) ele afirmou o desenvolvimento humano apartir das formas simples para criaturas semelhantes a macacos para chegar finalmente ao homem. A evolução unificava a continuidade de toda vida de formas precedentes. Essa posição conflitava com o conceito bíblico da criação especial de Deus.
          Kant fundamentou a religião na natureza moral inata do homem, que segundo ele, mostra ao homem o que deve fazer, deve-se isso a filosofia idealista alemã unindo-se a Hegel e Schleiermacher. A imortalidade e alma são necessárias para recompensar atos bons e castigar atos maus. Sua perspectiva da religião como transcendente e da Bíblia como meramente histórica apoiou a crítica bíblica.
          Wellhausen ensinou que o Pentateuco era o produto de muitas fontes, afirmou que Isaías era a obra de dois autores (não um) e relegou a obra de Daniel a uma data bem posterior à aceita pelos evangelicais. Para esses estudiosos é necessário somente seguir o exemplo de Cristo para ser salvo. Por volta de 1880, estava claro que o liberalismo teológico se opunha á ortodoxia da Reforma.
          As forças evangélicas se opuseram ao liberalismo. Os Hodge (pai e filho), Benjamim Warfiel no final do século XIX e, mais tarde, J. Gresham Machen defenderam a inerrância nos documentos originários. O premilenismo surgiu do ensino dos irmãos de Plymouth e foi defendido em institutos bíblicos e por homens como D.L. Moody e R. A. Torrey. A evolução foi fortemente combatida por W.B. Riley e William Jennings Bryan. Duas forças na religião se embrenharam num conflito que se tornou mais intenso entre 1910 e 1929. Os grupos de defesa na tradição de Wesley se opuseram ao liberalismo.
    
          O avanço do liberalismo

          O liberalismo venceu a disputa nas igrejas históricas entre 1929 e 1945 apesar dos livros, sermões, escolas bíblicas e faculdades cristãs. Os evangelicais ou se retiravam voluntariamente ou eram forçados a sair por meio de julgamentos eclesiásticos. Criaram novas denominações, escolas elementares e colégios cristãos, mais escolas bíblicas, faculdades cristãs, seminários e outras instituições.
          Fundamentalistas como W. B. Riley, John Straton da Calvary Baptist Church de Nova York, Henry Ironside e T.T. Shields de Toronto opuseram-se ao liberalismo e, especialmente Riley, à evolução.

          O declínio do liberalismo

          De 1945 a 1995, as denominações liberais diminuíram em número de membros, em envio de missionários e nas contribuições, enquanto grupos evangelicais cresceram nesses aspectos e se tornaram cada vez mais reconhecidos como uma força na sociedade. Eles se uniram em doutrinas fundamentais (embora houvesse diversidade em alguns pontos doutrinários) e na estrutura organizacional. O período no deserto entre 1930 e 1945 foi marcado por novas instituições e denominações. Foram fundadas escolas elementares e colégios pelos luteranos e evangelicais para proteger seus filhos doutrinária e eticamente.
          Embora tenha havido uma pequena diminuição no ritmo do declínio das igrejas históricas liberais, a maioria ainda defende pontos de vista críticos com relação a Bíblia e apóiam o ativismo político e social. Os grupos reformadores nas igrejas históricas e a luta pela inerrância na antiga Igreja Luterana – Sínodo de Missouri e na Convenção Batista do Sul são sinais encorajadores de um retorno à ortodoxia.

Fundamentalismo é não negociar o inegociável
          Isso foi declarado para os irmãos da Rússia, o verdadeiro "crer no Senhor Jesus Cristo" para a salvação tem que ser uma profunda convicção e não apenas uma mera preferência. E esta corajosa convicção certamente será seguida de grande oposição e terrível violência da parte de Satanás e da carne. Lembrando que a eternidade nos espera em breve, jamais devemos trocar o eterno "muito bem, servo bom" de Deus pela aprovação dos homens nesta vida tão curta. A plenitude de vida, tanto agora como por toda a eternidade, tanto para nós mesmos como para as pessoas a quem temos a oportunidade e a responsabilidade de influenciar, depende desta verdade inegociável. (TBC 8/98 – publicado anteriormente em português no Jornal Fundamentalista – União Bíblica Fundamentalita


O deísmo
         É uma postura filosófica que admite a existência de um Deus criador, mas não nega a realidade de um mundo completamente regido pelas leis naturais e científicas.
         Os deístas, portanto, não acreditam num Deus interferente, como apregoam as religiões, nem mesmo acreditam que as religiões possam estar certas quanto a se dizerem conhecedoras da Palavra de Deus, ou da maneira como Deus quer que nós ajamos moralmente. Não há quaisquer comprovações científicas da veracidade de tais argumentos. Como meio de investigação para comprovações metafísicas, os deístas tendem a aceitar totalmente a lógica para tal. Logo, para os deístas, as religiões denominacionais são apenas invenções humanas.


          O fundamentalismo é um movimento antimodernista que é obrigado a atuar no chão da modernidade. O nascimento do movimento fundamentalista se incere no centro da modernidade. Esta foi o emergir da consciência autônoma, histórica e crítica. Ante a modernidade, o fundamentalismo apresenta-se como via de mão dupla. De outro lado, ele é resultado desta modernidade crítica, secularizada, individualmente e pluralizada.
         Entretanto, a modernidade é uma reação a estrutura de organização medieval, centrada na autoridade, ela centra-se na razão humana e na ciência, carregando a bandeira da autonomia do sujeito histórico. Em contrapartida, o fundamentalismo religioso é um movimento crítico as inovações trazidas pela modernidade a partir de uma narrativa sagrada a de um monopólio deinterpretação batizado pela religião.
          Contudo, ao estar e atuar na modernidade faz críticas a modernidade cultural,  o fundamentalismo é anti-hermenêutico, e usufrui das produções da modernização tecnológica, buscando o maior benefício para o movimento. Defendem o milenarismo apocalíptico. Alimentam “a visão apocalíptica do combate final entre o bem e o mal, interpretando uma necessidade social emergente entre os indivíduos: o medo de perder as próprias raízes, de perder a identidade coletiva”.
          Tendo em vista os fatos narrados acima podemos concluir que mal assume várias dimensões e fisionomias e necessita ser combatido, a rejeitam as visões não darem certeza quanto ao rumo da história. Essas visões possibilitam aos fundamentalistas ter um domínio sobre o futuro sabendo que Deus tem o controle da história.






FUNDAMENTALISTAS


QUEM SÃO OS FUNDAMENTALISTAS?
Separatistas que rejeitaram o liberalismo e aceitaram os ensinos evangelicais.
Diante de uma adesão ao consenso da reforma, as caracteristicas dos evangelicais junto com o fundamentalismo eram virtualmente sinônimas.
A bíblia foi considerada completamente inspirada e infalível regra de fé e prática. Os ensinos como a dinvidade de jesus, sua concepção virginal, seu sacrifício expiatório e substitutivo, sua ressureição corporal e a segunda vinda de cristo.
Nomes como: dwighl l. moody; scofield; a.c dixon; james orr; bb. warfiel; curtis lee laws; billy gran; j.gresham machen; r.a torry; billy sunday; luis palau, desenvolveram os ideais do fundamentalismo.

QUANDO COMEÇARAM A ATUAR?
Estes fundamentos foram expostos em 1895 numa reunião perto das cataratas de niágara, sendo o uso do termo fundamentalismo exposto em uma revista por curtis l. laws (1868-1946) em 1ºjulho de 1920 referindo aos ideais separatistas.

ONDE ATUARAM?
Os fundamentalistas atuaram em seminários batistas e presbiterianos, na luta pela preservação da fé cristã insentivando e treinando jovens seminaristas como no seminário de fuller, o instituto bíblico de moody, o seminário central batista e o seminário de princeton. Fundaram conselhos para combater o liberalismo cmo: o conselho internacional de igrejas cristãs, rede cristã de televisão e rádio, (coalisão cristã) por pat robertson.
jerry falwell com programa (hora do evangelho antigo).
Associação americana de faculdades bíblicas; sociedade teológica evangélica; conselho internacional pela inerrância bíblica.
Cruzadas profissionais urbanas de massa organizadas por billy graham e luiz palau, o pacto de lausame.



Bibliografia:
(dicionário Aurélio Eletrônico, itálicos são meus)
(D.W Cloud, Encicloédia Way of Life, Ecumenical Movement, com adição pelo autor das palavras ‘renovação/pentecostal’ – realidade brasileira)
David W. Cloud, Way of Life Literature, 1701 Harns Rd., Oak Harbor, WA 98277. http://wayoflife.org/~dcloud/
Traduzido por Hélio M. Silva.
Livro Cristianismo através dos séculos (uma História da Igreja Cristã) Cristã Earle E. Cairns
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.







GRUPO DO FUNDAMENTALISMO:            
MARINA
IVANI
ESTER
ROSEMERY
ROSANGELA
MARIA DA GLÓRIA
MARCELO
ADÃO
SÁ FREIRE

MATÉRIA: HISTÓRIA DA IGREJA
PROF: JORGE GILBERTO

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Conservatória






Introdução a Poesia



A literatura poética é uma vertente da literatura judaico-cristã que será levada em conta neste presente estudo. Podemos definir a poesia como a arte de escrever em verso, de maneira que se traduza as emoções e os sentimentos em palavras. Todavia, a poesia hebraica não possui as mesmas características da poesia ocidental renascentista, extremamente preocupada com a rima e quantidade de palavras por versos. Segundo LaSor “a poesia hebraica apela mais à imaginação e à emoção humana que a razão”1 Vejamos o que diz por exemplo o Salmista:

Ó Deus, tu és, o meu Deus,
eu te busco ansiosamente;
a minha alma tem sede de ti,
o meu corpo te deseja muito
em uma terra seca e casada,
Onde não há água
(Sl 63.1)

O salmista compara o seu anseio e busca por Deus ao deserto que anseia pela chuva. Podemos dizer que o hebreu pensa e raciocina com os sentimentos sempre trazendo a idéia do abstrato a partir do concreto. Assim, o hebreu utiliza a linguagem figurada para expressar seus sentimentos, tais como alegria, choro, lamento, júbilo mediante a poesia que fala à mente por meio do coração.

  1. Definição da área de trabalho


Não dispomos no Antigo Testamento de uma coletânea completa dos escritos poéticos dos hebreus, temos apenas alguns de significação religiosa que foram inseridos no cânon, todavia, outros não. O texto de I Rs 4.32 afirma que Salomão “pronunciou três mil sentenças e compôs mil e cinco poemas” (Bíblia de Jerusalém). No entanto, da perspectiva canônica protestante, chegaram até nós apenas o livro de Provérbios, Eclesiastes e Cânticos dos Cânticos de sua autoria. O cânon católico, determinado pelo Concílio de Trento (1545-1563) acrescentou os deutero-canônicos (apócrifos) Eclesiástico e Sabedoria.
Tradicionalmente, falamos de Salmos e de Cânticos dos Cânticos como os livros de poesia bíblica, e de Jó, Provérbios e Eclesiastes como sabedoria bíblica. Esses livros realmente são o centro dessas divisões, mas outros livros do AT, apresentam em si, literatura de cunho sapiencial e poético (Gn 31.27; Sl 137.3; Nm 21.17,18; Is 9.3; 16.10; Jr 7.34; II Sm 1.19-27; 3.33-34). Segundo Young, os livros de Jó, Salmos e Provérbios eram designados por uma sigla mneumônica: “Livros de Emeth (verdade)”, uma vez que o termo `emeth se compunha da primeira letra dos nomes de cada um dos livros poéticos, ou seja, `iov, meshallim, tehillim (Jó, Provérbios, e Salmos).2
Esses cinco livros mais tarde foram divididos pelos judeus em dois grupos denominados de livros de: a) Sabedoria”-Jó, Provérbios, e Eclesiastes; b) Poesia - Salmos e Cânticos dos Cânticos.
Para fins didáticos, estudaremos de maneira geral as características da poesia hebraica, e logo após trabalharemos a sabedoria proverbial e especulativa vista em Provérbios, Jó e Eclesiastes, bem como a poesia hínica propriamente dita nos Salmos e Cânticos dos Cânticos.

    1. Classificação da literatura poética


Segundo o Novo dicionário da Bíblia,3 podemos afirmar que a poesia hebraica pode ser denominada poesia lírica. Era acompanhada quase sempre por musica instrumental (Is 23.16; I Cr 25.6) Entre os termos empregados para as composições poéticas podemos alistar: shir (com ou sem instrumento acompanhante); mizmôr, ´salmo´ou ´hino´ (com instrumentos); qinâ, ´elegia´ ou ´lamento´; tehillâ, ´hino de louvor´; mashal, em adição a seu significado mais usual, de provérbio, é um cântico satírico.
Segundo Ellisen,4classificaremos a poesia hebraica mediante suas características literárias marcantes:

  1. Drama poético-uma série de cenas apresentadas principalmente em formato de verso (Jó);
  2. Versos líricos poéticos-preparados para serem cantados ou salmodiados, mediando entre a ´descrição´ da epopéia e a ´apresentação´ do drama (Salmos-essa literatura apresenta a maioria dos tipos de poesia lírica: odes, cânticos, elegias, intercessões, monólogos, visões e rituais);
  3. Didática poética-verso poético destinado a ensinar. 1.Didática prática: Provérbios; 2. Didática filosófica-Eclesiastes;
  4. Idílios poéticos-cenas campestres ou pastoris em forma de verso-Cânticos dos Cânticos;
  5. Elegias poéticas-Lamentações

    1. O desenvolvimento da poesia lírica e da sabedoria no oriente


  1. A poesia lírica

Segundo Sellin e Fohher a história e o desenvolvimento da poesia lírica no Antigo Oriente se dá em torno da Mesopotâmia, do Egito e do resto do Antigo Oriente.5 A existência do cântico em Israel é apenas um setor do lirismo poético do Oriente Antigo.

  1. Na Mesopotâmia


Na Mesopotâmia o tipo sumério-babilônico dessa poesia começa ao menos tardar por volta de meados de 3.000 e se estende até 1600 a.C. A partir de 1300 a.C. segue-se um tipo “purificado” e estruturado de cânones, cujas lembranças se estendem até os selêucidas. Foram conservados apenas textos sacrais e religiosos, e em particular hinos, cânticos penitenciais e lamentações, e mais recentemente poesias ligadas à vida quotidiana, por cuja transmissão parece ter havido pouco interesse.
Os hinos podem ser divididos em quatro grupos: hinos de glorificação dos deuses (entre os quais aqueles elaborados na primeira pessoa do singular e particularmente colocados na boca da deusa Ishtar); hinos de louvor ao rei (na maioria das vezes um hino de louvor a si mesmo); cânticos de louvor às divindades, pontilhados de expressões de bênçãos e de orações em favor dos reis; e glorificação de templos sumerianos. Os cânticos penitenciais e de lamentações (sem falar das lamentações pela ruína de cidades e das cidades-estados sumerianos) constituem na maioria das vezes, liturgias sacramentais ligadas aos ritos de expiação e contêm lamentações contra a doença e o sofrimento e por vezes também uma confissão de pecados, logo seguida de um pedido de cura e de libertação dos pecados. Em sentido mais amplo, deste grupo fazem parte as orações pronunciadas por ocasião do exame das vítimas sacrificiais, bem como as orações na intenção do rei, e os encantamentos em tom de súplica, acompanhados de um pedido pessoal que, depois de uma invocação à em forma de hino, e de um louvor, apresentam a queixa, o pedido propriamente dito, e as palavras de gratidão e bênçãos. Além disso, desenvolveu-se também uma forma literária de cântico de amor ligado ao culto, que só foi preservado de maneira fragmentada, e amiúde quase não se entende, ou somente com dificuldade. Esse estilo literário pode estar relacionado com o amor entre os deuses ou com as núpcias sagradas; pode glorificar a beleza e os encantos do ser bem-amado, ou lamentar sua perda. Descobertas recentes de cânticos fúnebres apresentam um homem que lamenta a morte de seu pai ou esposa.
De maneira particular os hinos e as lamentações apresentam uma estrutura bastante semelhante. A quase toda a diversidade de divindades foram consagrados os mesmos adjetivos laudatórios e dirigidos os mesmos pedidos e agradecimentos, sem diferenças notáveis uns dos outros. A poesia babilônica de época mais recente parece menos formal, mas tende a cair no extremo preciosismo, e para isso contribuiu o acróstico, que compõe um dito religioso ou o nome de um rei, mediante adjetivos laudatórios. Mas encontramos igualmente versos de profunda beleza poética, que ecoam uma vida piedosa pessoal e a profunda consciência da sua própria culpa, acompanhada de igual arrependimento.
Os sumerianos haviam classificado seus cânticos, com base em determinada execução musical em: Cânticos para a lira (cânticos de louvor); cânticos para os címbalos (cânticos às divindades); cânticos longos, e cânticos aos heróis etc. Em épocas mais recentes se fala em cânticos de elevação das mãos, acompanhados de ensalmos para a libertação da doença e de um infortúnio, e o cântico de tranqüilização do coração, para aplacar a ira dos deuses.
Da poesia lírica talvez fizessem parte também o poema composto por encomenda do rei sumeriano Tukultininurta I (1234-1197 a.C.), sobre as relações existentes entre Assur e a Babilônia cassita nos séculos XIV-XIII a.C., o cântico da exaltação da batalha de um rei assírio (talvez Tiglate Peleser I) contra Murattash, composto sob a forma de um cântico de caçada, e ainda o poema insultuoso contra Nabonido, o último rei Babilônico.

    1. No Egito


No Egito, pouco se conservou sobre a poesia lírica mais antiga. Suas características parecem veladas a nós porque a pronúncia e o ritmo não foram conservados. Contudo, a poesia era constituída precisamente com base na sonoridade das palavras e sua forma interior repousava na sintonia das palavras entre si. Em todo caso, pode-se dizer que procurava para cada objeto da experiência uma forma de expressão que fixava seu conteúdo em essência, e que foi nesta forma que se inspirou pouco a pouco a maneira de se expressar as idéias, os sentimentos da alma e as disposições íntimas. Somente no Reino Novo (1546-1085 a.C.) é que apareceu um novo tipo de poesia que já não parte do objeto, mas do sujeito da experiência (principalmente a poesia amorosa).
O estilo literário mais importante é a do hino às divindades e aos reis. Os hinos às divindades provêm evidentemente da esfera cultual e começa, sob forma litânica,6 por atribuir à divindade os lugares, os sítios sagrados e os objetos de culto que foram palco de determinado acontecimento mítico, de modo que esse tipo de hino em sua origem constava apenas de enumerações. Aos poucos, como na Mesopotâmia, foram acrescentados adjetivos de louvor a esses cânticos. As invocações às coroas reais também são achadas em sua relação com o culto, e de modo particular o cântico matinal com o qual se saudava a divindade quando se entrava pela manhã no templo, como também o rei no palácio ao seu despertar. Surgiram também outros hinos onde são relatados os mitos inter-relacionados, ou se encontram aqueles tons que chegam até ao coração, como o hino a Amom, o qual descreve o deus como o criador do mundo e de todos os viventes, como sua figura resplandecente e seus feitos míticos. São, sobretudo os hinos dedicados ao sol, entre os quais o hino de Amenófis IV, que se contam entre os textos mais precisos da poética egípcia.
A respeito do hino dedicado ao rei, tinha como fonte o hino dedicado aos deuses. Isso porque o costume da corte era que somente podia-se dirigir aos reis através de um hino. Também os adjetivos laudatórios foram tirados dos hinos aos deuses. Além dos louvores dos poetas cortesãos que na época de Ramsés lutavam entre si em se sobressair uns aos outros na glorificação das vitórias e dos feitos dos reis, encontram-se também honrarias ao poder real sob forma de louvor de si mesmo ou da troca de discurso entre a divindade e o rei.
Ao lado disso, havia também o cântico de lamento e os lamentos fúnebres, durante os quais o cântico de lamento prescrito para o ritual funerário do culto de Osíris, dava oportunidade para a narração do mito e ainda certos cânticos que têm relação com os gêneros mencionados, na medida em que eram cantados ou recitados durante os banquetes que se celebravam sobre os túmulos. Acrescentem-se aqui os cânticos de trabalho, referentes a diversas profissões, e originárias de antiga época, como ainda numerosos cânticos de amor do Reino Novo, geralmente encontrado em coleções. Nesses últimos percebe-se a utilização de números ou de nomes de flores para fazer a ligação de jogos de palavras, faziam as plantas do jardim falarem, ou escolhiam pássaros e sua captura nos canaviais como temas principais. Contrária a poesia antiga, nesses cânticos a escolha do tema fundamental substitui o fato da experiência por uma ligação jocosa com um acontecimento momentâneo, servindo-se da descrição de circunstâncias externas para caracterizar as disposições internas do sujeito da experiência. Dessa maneira, na poesia egípcia a subjetividade começava a se contrapor à objetividade da poesia antiga.

    1. No resto do Oriente e na Palestina


A poesia lírica no resto do Oriente segue os mesmos moldes da Mesopotâmia e do Egito, embora conservada em proporções menores. Na poesia popular hitita7 postulou-se a chamada pequena canção do soldado que se lê em um texto hitita antigo. Além desse, encontram-se hinos e orações que podem ser considerados, em parte, como criações literárias propriamente ditas, destacando-se pela interioridade e profundidade das idéias.
Entre os cananeus existiam cânticos cultuais e de outros gêneros, embora muito pouco tenha sido encontrado até agora entre os textos ugaríticos. Provavelmente os hinos, os cânticos de lamentos e os cânticos sacrificiais deviam figurar em primeira linha. Que esses cânticos tenham sido utilizados é o que nos demonstra o ritual estabelecido para um dia de sacrifícios penitenciais e de expiação a serem celebrados por ocasião do infortúnio político. De modo geral, pode-se entender que existe seguramente uma linha poética comum para todo o mundo cananeu ou sírio-palestinense, havendo apenas diferenças pequenas em razão da geografia, da diversidade de épocas e das várias influências estrangeiras.
Foi nesse meio da poesia lírica do Oriente, e mais especificamente no solo da poesia cananéia que o lirismo poéticos israelita se desenvolveu. Chamou-se particularmente a atenção para o estreito paralelismo que existem entre os cânticos de lamentação mesopotâmicos e os salmos de lamentação dos hebreus, entre o hino de Amenófis IV em louvor ao deus sol e o Sl 104 [105], bem como entre a poesia cananéia e o salmo 29 [28]. Além dos paralelismos formais, o conteúdo da poesia lírica dos hebreus no AT sofreu a influência da religião cananéia, apesar da fé em Javé e da concepção particular de Deus e sua existência serem os elementos predominantes nessa poesia. Sellin e Fohher citando Hempel, dizem que em resumo, a poesia lírica no AT, e particularmente nos Salmos refletem três elementos principais: a) a progressiva interiorização religiosa, que substitui os bens desse mundo por bens puramente religiosos, e, sobretudo o perdão dos pecados; b) a superação do ritual mágico e da destinação mágica dos próprios cânticos dedicados a Deus, superação que vê Javé agindo no sofrimento humano, e não mais um exército de demônios e de feiticeiros; e c) a concepção religiosa de todas as afirmações acerca do mundo ultraterreno exclusivamente sobre a figura de Javé enquanto Deus do povo e do indivíduo.
    1. A literatura de sabedoria


Dá-se o nome de livros de sabedoria (ou sapienciais) no cânon protestante à Jó, Provérbios e Eclesiastes. O cânon católico acrescenta o livro de Eclesiástico, Sabedoria; em Tobias e Baruc ocorre alguma corrente desse pensamento.
Essa literatura de sabedoria floresceu como uma ramificação da poesia hebraica, também no Oriente Médio. Ao longo de sua história o Egito produziu escritos de sabedoria. Na Mesopotâmia, desde a época dos sumérios, foram compostos provérbios, fábulas, poemas sobre o sofrimento, que se assemelham ao livro de Jó. Essa sabedoria penetrou em Canaã. Foram encontrados em Ras Shamra (Ugarite) textos de sabedoria escritos em acádio. Dos ambientes de língua aramaica procede a sabedoria de Aicar, de origem assíria e traduzida em diversas línguas antigas. Essa sabedoria é internacional, profana e tem pouca preocupação com o fator religioso. Esclarece o destino dos indivíduos, mas não por uma reflexão filosófica como faziam os gregos, mas colhendo os frutos da experiência. É uma arte de viver bem e um sinal de boa educação. Ensina o homem a se conformar à ordem do universo e deveria dar-lhe os meios de ser feliz e prosperar. Mas nem sempre isso acontece e essa experiência justifica o pessimismo de certas obras de sabedoria, tanto no Egito como na Mesopotâmia.
Essa sabedoria foi conhecida pelo povo de Israel. Segundo Ellisen “parece ter havido uma importante classe ou escola de homens de letrados no antigo Israel chamados de ‘homens sábios’ [...] Davi referiu-se à sabedoria dos antigos (I Sm 24.13), e nas escolas de Samuel não há dúvida que as obras desses sábios foram estudadas com a Torá.”8 O texto de I Rs 4.30 diz que “era a sabedoria de Salomão maior do que a de todos os do Oriente e do que toda a sabedoria dos egípcios.” Os sábios árabes e edomitas eram afamados (Jr 49.7; Br 2.33-23; Ab 8). Jó e seus três amigos vivem em Edom. O autor de Tobias conhecia a sabedoria de Aicar e Pv 22.17-23.11 tem estreita relação com as máximas proverbiais de Amenomepé. Diversos salmos são atribuídos a Hemã e a Etã, que são sábios de Canaã segundo I Rs 5.11. O livro de provérbios contém as palavras de Agur (Pv 30.1-14) e as palavras de Lemuel (Pv 31.1-9), ambos originários de Massá, tribo ao norte da Arábia (Gn 25.14).9 Entretanto, todas essas afirmações serão apresentadas m relação às suas criticas, sendo que buscaremos o posicionamento mais bíblico e coerente com o bom senso. Mesmo diante disso, algumas coisas ficarão em aberto tendo uma ou mais respostas como possibilidade.

    1. Características da poesia hebraica


Segundo Bucland “é provável que nos tempos mais antigos, quando a história e a doutrina, e mesmo as regras do ritual e da moral, principiaram a ser transmitidas, fosse usada a poesia como meio de impressionar a alma.”10 Assim o que temos em mãos no tocante à poesia hebraica diz respeito, mais ou menos diretamente, à comunhão da alma individual com Deus ou da íntima relação entre Deus e a nação. É difícil saber de qual dos dois aspectos um texto poético está falando, pois o “eu individual” do escritor pode representar a alma da nação, dirigindo-se a Deus.
Toda linguagem e expressão poética possuem rima, ritmo e expressão figurativaSegundo Stanley A Ellisen
a rima é o dispositivo literário de sons harmoniosos, desenvolvendo o ritmo pela ocorrência regular de terminações sonoras semelhantes [...] Ritmo é a regularidade do movimento em composição literária, desenvolvida pela recorrência da batida, pausa ou acento [...] A linguagem figurativa [...] faz analogias ou comparações por figuras de pensamento [...]11

Apesar disso, o Novo Dicionário da Bíblia diz que “é geralmente aceito que a métrica, conforme entendemos, está ausente da poesia hebraica. Nada existe que corresponda a uma unidade de medida métrica, (o pé), quer no tocante à quantidade de vogais quer no tocante à formação de acentos.”12 Nesse mesmo aspecto Clyde F. Francisco declara que
a poesia hebraica tem dois característicos distintos: a de tônica acentuada e a de paralelismo13 [...] Os versos usuais três tônicas e às vezes 2 ou 4. Como os poetas gregos e ingleses, os hebreus consideravam apenas as silabas tônicas, ao compor uma linha de verso, permitindo a inserção de três e até quatro silabas atônicas entre as tônicas. As linhas soltas são enfeixadas e conhecidas como paralelismo, que é mais um ritmo de que mesmo um gênero da forma que apresentam.14

Segundo Clyde T. Francisco, a unidade da poesia hebraica é a linha15 e as duas linhas normalmente constituem um verso (dístico), embora haja trísticos (três linhas), tetrásticos (quatro linhas) e até pentásticos (cinco linhas).16
Apesar de haver essa questão da silaba tônica, ela não é uniforme de maneira a estabelecer um padrão. Além do mais, a poesia hebraica enfatiza mais o “ritmo da idéia” do que o “ritmo do som”, pois a mente oriental está mais interessada no conteúdo da idéia do que nos meros artifícios literários, afirma Ellisen.17

  1. O paralelismo hebraico


Em tempos hodiernos, o primeiro trabalho sistemático sobre paralelismo hebraico foi feito pelo Bispo inglês Robert Lowth na sua obra De Sacra Poesi Hebaeorum Praelectiones Academiae (Preleções sobre a Poesia Sacra dos Hebreus), publicada em 1753. Nesta obra ele publicou os três tipos básicos de paralelismo: sinônimo, antitético e sintético. No entanto, neste estudo veremos alguns outros que são de alguma importância.
Segundo LaSor, a dinâmica do paralelismo parece derivar de alguns fatores: 18

  1. Aspecto gramatical: relaciona-se com itens gramaticais como tempos verbais e casos de substantivos diferindo ao invés de repetir a mesma estrutura. Por exemplo, em Gn 27 e 29, observe como os verbos diferem (imperativo vs. jussivo) e como o sujeito de uma linha torna-se objeto de seu paralelo:
Sê senhor de teus irmãos,
E os filhos de tua mãe se encurvem a ti.

  1. Aspecto lexical: focaliza a relação entre palavras paralelas específicas. Por exemplo, pode-se observar o uso poético de duplas de palavras comumente associadas, bem como justaposições criativas e inesperadas. As línguas do Oriente Próximo possuíam muitos pares de sinônimos.19

  1. Aspecto semântico: observa a relação entre os significados das linhas paralelas, sejam eles sinônimos, antíteses ou sínteses, ou ainda outros tipos de paralelismos;

  1. Aspecto fonológico: observa o uso de palavras de sons semelhantes para efeitos poéticos.

  1. PARALELISMO SINÔNIMO é descrito em que a cada linha poética expressa o mesmo pensamento em linguagem equivalente.

a b
Não nos trata segundo os nossos pecados,
a’ b’
nem nos retribui consoante as nossas
iniquidades (Sl 103.10).

Obs. Mais exemplos: Sl 26.2-5; 114 (113); Is 531-5; Sl 60,1-2; Os 11.8-9; Is 2.7
  1. PARALELISMO ANTITÉTICO é descrito em que a segunda linha reitera a primeira pelo contraste:

a b c d
Um-filho sábio alegra um-pai,

-a -b -c -d
mas um-filho insensato entristece sua mãe. (Pv 10.1)

Obs. Mais exemplos: Sl 1,6; Sl 119.163; Pv 9.8, 12; 10.1.11; 15 (quase todo o capítulo); 17.1 etc.

  1. PARALELISMO SINTÉTICO (CONSTRUTIVO) no qual a segunda linha complementa ou amplifica a primeira, oferecendo ambas um pensamento completo.

a b c
Narram os céus a glória de Deus,
b’ a’ c’
E o firmamento anuncia a obra de suas mãos. (Sl 19.1)

Obs. Mais exemplos: Sl 19.8-11; Is 14.4-9; 77.18-19; Os 14.6-7; Sl 19.8-9 etc.

  1. PARALELISMO ANALÍTICO no qual a segunda linha apresenta uma conseqüência da primeira.
a b c
O-Senhor é o-meu-Pastor; nada me faltará (Sl 23.1)
  1. PARALELISMO CLIMÁTICO no qual a segunda linha repete a primeira e a conduz a um clímax.

a b c
Tributai ao Senhor, filhos de Deus,

a’ b’ d
Tributai ao Senhor glória e força. (Sl 29.1)
Obs. Mais exemplos: Sl 93.3; Jz 5.7

  1. PARALELISMO EMBLEMÁTICO no qual a segunda linha ilustra a figura apresentada na primeira. Ela o faz sem quaisquer palavras de contraste, simplesmente ao coloca as duas idéias em justaposição.

a b c
Pois quanto o céu se alteia acima da terra,
a’ B’
assim é grande a sua misericórdia
para com os que o temem
(Sl 103.11)

Obs. Mais exemplos: Pv 26.20; 25.4; 11-14, 19.

  1. PARALELISMO DE ESPECIFICAÇÃO no qual as linhas subseqüentes especificam a (s) precedente (s).

-a -b
O princípio Cessai o-mal
a b
aprendei o-bem
c d
Os exemplos Buscai Justiça
c’ d’
Repreendei a opressão
e f
defendei o órfão
e’ f’
Pleiteai pela viúva (Is 16.c-17)

  1. PARALELISMO QUIÁSTICO (INTROVERTIDO) no qual a segunda linha repete a primeira, mas em ordem invertida.

A’
Compadece-te de mim, Oh Deus,
B
segundo a tua benignidade,
B’
E segundo a multidão das tuas misericórdias
A’
apaga as minhas transgressões (Sl 51.1)

Obs. Mais exemplos: Pv 23.15-16; Sl 107.16.

    1.4.2 Interpretação da poesia hebraica


Com vistas a fins exegéticos e hermenêuticos precisamos de algumas orientações específicas para entender a poesia hebraica. Clyde F. Francisco declara que “não há resultado mais trágico do que a interpretação de uma passagem poética por um teólogo prosaico.”20 Por isso, prestemos atenção as orientações hermenêuticas propostas por Lasor:21

  1. Análise das passagens: o primeiro passo é determinar quais os elementos e seus componentes poéticos. Por exemplo, Am 1.8 trata evidentemente dos filisteus. As partes ajudam a iluminar a mensagem sobre eles.

a b c
Exterminarei os habitantes de-Azot,
B’22 c’
E o que tem na mão o cetro em-Ascalon.
D’ c’’
Voltarei-minha-mão contra Acaron
E c’’’
para aniquilar o resto dos filisteus,diz o Senhor Javé (Am 1.8)

  1. Análise, mas não fragmentação. Deve-se ter em mente a mensagem total do verso poético.

a b c d
um-filho sábio alegra um-pai,
-a -b -c -d
mas um-filho insensato entristece sua mãe. (Pv 10.1)

Obs. Obviamente que esse texto não quer dizer que a mãe não tem prazer num filho sábio ou que um pai não se entristece com um filho insensato. O texto de maneira simples, global e máxima parafraseada em si mesma quer dizer que um filho sábio faz os pais felizes, mas um filho insensato lhes dá tristezas.

  1. Reconhecimento das figuras poéticas de linguagem e recursos estilísticos.23 É preciso perceber no texto a figura de linguagem de acordo com a intenção do autor.
a B C
Ouvi a- palavra do Senhor príncipes de Sodoma
a’ B’ C’
Escuta a lição de nosso Deus povo de Gomorra (Is 1.10)

Obs. É preciso refletir que na época de Isaías os habitantes de Sodoma e Gomorra haviam desaparecido a muito tempo. Ao usar esse tipo de vocativo, o profeta estava comparando a nação de Judá com os piores pecadores já vistos sobre a terra. A figura usada é uma hipocatástase, figura que evoca comparação direta, parecida com a metáfora.24

  1. A manutenção da beleza da expressão: Ao traduzir o texto original é particularmente necessário preservar cada aspecto atraente, inclusive a poesia.